Eu sabia que ia dar ruim, ruim não, ia dar merda mesmo, catástrofe total, terremoto, tsunami e erupção, mas mesmo assim eu insisti.
Insisti porque desde o momento que eu coloquei o pé pra fora da sala em direção ao intervalo você sorriu pra mim tímido e logo em seguida desviou o olhar. Insisti porque aquela sua blusa do super homem combina com a minha de mulher maravilha. Insisti porque você quis saber das minhas fraquezas mesmo sem eu saber das suas. Insisti porque naquele momento você era você de um jeito que me fazia sentir eu mesma.
É, eu te observava e ria de algumas coisas que ouvia você falar pra algum amigo. Percebia também as atitudes daquela sua amiga, que é apaixonada por você, mas até então eu não entendia um motivo sequer por ela não deixar de sorrir enquanto falava com você.
E então, a erupção vulcânica começou junto com a tsunami, tudo ao mesmo tempo.
Você me procurou, fez meu coração acelerar e as borboletas no estômago darem oi. Me fez sorrir, me tirou do sério e me fez ver uma parte do mundo diferente. Me seguiu nas redes sociais, me chamou por mensagens e me mandou fotos. Apertou minha mão, me observou de longe e sentiu minha falta. Me chamou pra sair, odiou meu estilo de musica e me amou de óculos de grau. Me achou inteligente, gostou do meu jeito e ama cachorros.
Você foi o problema, criou o problema e solucionou o problema.
Mas sabe, eu até que gosto de problemas.
Você é um problema que vale a pena, só não sabe disso ainda.

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